quinta-feira, 3 de março de 2011

Flores do tempo

Cronos

E por trás coisas ilusórias

bummmmm
zummm
tic
clack
trimmmm
clik


As coisas verdadeiras vão aparecendo
por trás de tanto cinza
 de tantas luzes pálidas de tantos rostos
por trás de tantos ecos sem fundamentos
de tantas horas parado
os ouvidos desatentos passam e nem sentem o vento
o calor não lhe alcança o peito
As coisas verdadeiras vão aparecendo

Os Sentimentos Verdadeiros

 Flores do tempo que eu invento
 flores de amor
 flores de festa
flores de enterro
O tempo das coisas inteiras
As flores do tempo
outrora diziam:
Cronos...

3 comentários:

  1. Oi,Senhora Persefone! É voce mesmo ou é essa tal...medidina da floresta..arrrr.
    Espero que seja voce, vou arriscar. Eles podem ter até ter sequestrado voce e certamente vão pedir resgate. Mas não perceberam o obvio: voce, voce mesmo não é possivel sequestrar, ja que voce está ali, na poesia. Podem até arrastar sua pessoa...mas isso não é voce nem tem o seu nome nem nada. Persefone é o imaterial de algo concreto que deve ter um outro nome e que na verdade nem me interessa, ja que não me comunico com alguem e sim com algo.
    Tudo bem que esse algo e reverberação de alguém que ainda não se sente algo, mesmo porque isso não é tão simples, mas está bem proxima disso e é ai que eles entram em cena é ja começam a substitui-la. É assim que funciona. Estejamos alerta.
    Um algo não tem nada então não da para sequestrar então eles tentam atingir o alguém exatamente no ponto de onde emana essa algo: a alma.
    Aí eles querem a alma como resgate, mas alma ja pertence a um ente superior que apenas nos empresta para a gente tirar onda aqui na terra, dai nasce a cultura do eu do ego, da dor do sofrimento... e esse ente superior é a gente mesmo mas esquecemos. A função da cultura em ambito geral e isso: provocar o esquecimento. Assim, saimos por ai procurando o que ja temos
    Persofone, sei que voce está no cativeiro, mas também está aqui, na poesia. Mas creio firmemente, que algo não pode temer alguém, porque não existe ninguem, só equivocos.

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  2. Pergunto me se é necessario tanto concretismo e concreto e aço, se tudo é tão obvio, como a lua brilhando acima das nuvens em uma noite sem lua.
    Ordem de paragrafos e letras maiusculas no inicio das frases.
    Se tudo tem que vir do interior, então não nos preocupemos com isso, pra que tanto concretismo?
    as estações do ano continuam as mesmas, não alteram se os nomes, os meses e dias da semana tambem.
    e o que dizer do mundo?
    Esse sim mudou e muito, ao menos é o que vejo nos livros, e pela sua atual revolta posso imaginar o tamanho da mudança.
    esse mesmo mundo capital e territorial.
    vamos acordar porque o mundo, ele tá cruel com todo mundo...
    e a taxa de inadimplencia voltou a crescer!

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  3. um silencio que esmaga, um milhão de perguntas.
    um milhão de perguntas, que mudaram uma vida.

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