terça-feira, 20 de julho de 2010

Ando por aí
pelas madrugadas, ´
ás vezes, contra,
ás vezes,
à favor do vento!

Ando por aí
já virei vampira

Faminta
Certeira



Enquanto meu sangue coagulava
meus sonhos se confundiam
com a verdade dos mitos

Nada enrosca em meus pés
sem que antes se prove
o gosto do que arde
nem sem que depois
morra de vontade

Saudades dos amigos
e dos inimigos

também com quem outrora estive
caminhando lado a lado
partilhando sonhos e desesperos


Saudades das masmorras e dos atalhos

da vertigem
dos anseios
das miragens
em solo estrangeiro ...

Jà virei vampira
nas madrugadas e nos dias....
mas o anjo corre solto nos estios das agonias
E as auroras anunciam as boas novas!

Um comentário:

  1. Que vida escorre por de traz da poesia? Dessas letrificações,encadeadas em palavras, frases, força-formula-fonte...nascente, fonte de todas as coisas que nem sempre se traduz em vida ? Sangue quente em noites frias. Noites quentes e sangue frio.
    É preciso ter tempo e sangue. Nós, os seres fluídicos não nos acomodamos em formulas, prontas, embora até podemos dar essa impresssão.
    Ca dentro, la dentro é um torvelinho de tudo e de todas as coisas...então a gente precisa escrever...não que isso resolva, mas ao menos ameniza a dor que a vida não amenizou.
    Ainda há o que torne a vida suportavel, concomitantemente com a saudades que ao fim e ao cabo nada mais é do que o vislumbre de novas possibilidades futuras: todas.
    Enquanto escrevo ja visualizo o outro lendo e ao ler, me visualizando. Isso é uma das propriedades mais maravilhosa da poesia. Mas tem outras, tão maravilhosas quanto.
    Bem, de qualquer forma ja posso ir dormir com a tranquilidade de quem se comunicou com a existência.

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