Os códigos fechados
os segredos infectos
descobertos
Os lábios entreabertos
em espera
Os fantásticos sonhos dos mágicos
O portão aberto sem trancas
permanece escancarados
sem nenhum invasor
Em apelos públicos
Palhaços
num passeio lúdico
Já bem sem graça
num circo
em dia de luto
Os relógios estão sendo atirados na parede
Eles se espatifam se emborracham
È o fim das horas
As marcas inseguras
As amálgamas
Os ritos de passagem
no tempo das memórias
Tatuagem de vento
nas horas mortas suicidas
è o fim das horas
e seu peito que palpita tanto!
Tubos de ensaio planejam seu ato mais absurdo
Carnes
Fritas cozidas
assadas debulhadas
atiradas
em vitrines em gaiolas
carnes nas avenidas
em salas quartos esquinas
cozinhas
carnes
subnutridas
mal passadas
apodrecidas
bem temperadas
carnes
sem esperança sem vida
carnes
diárias
estantaneas
consumidas diariamente
indigestão planetária
Noticias nada amigáveis
intermináveis
ninguém
todo mundo
sempre meus ais
sempre meus ais
e nada mais
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