sábado, 22 de agosto de 2009

O que tem em mim
que nem eu nem você
que sou e não sei
e talvez vá direto á Bagdá
e talvez não
Talvez pra Amsterdã

E não vou embora
porque mal cheguei
E não vou
pra lugar nenhum
por que não sei
nem norte
nem sul
nem noite
céu azul

Nenhum lugar
que seus olhos
me obriguem a parar
de um por um

e olhar
através do véu das horas
através das aparencias

e sentir meu espírito
escorrendo
saindo de meu corpo
percorrendo o astral
como mágica
como encanto xamanico

Nem fico parada
nesta sala
neste quarto
neste tempo sem espaço
neste chão de pés lascados
de pés
sem dedos
no chão de asfalto
que já nem existe ´
que já nem resiste
á desilusão
á desilusão

E é agora a hora
o que é será
o que é por que há
o que é
é melhor do que supor
que é

Uma explicação bastante convincente não há


Pra quem é
pra onde for
pra este enigma tão simples
é sim ´
ou não

Talvez ,
Será...

A vida anda insana
há há há
atrás das paredes é onde se escondem
os sentimentos vergonhosos
rastejante pelo vão dos azulejos
é pra lá que se vão
as trapaças as angustias
as mentiras
as doenças da alma....
há há há

Dando trabalho para o pano de chão.

À desilusão...

Nenhum comentário:

Postar um comentário