quinta-feira, 25 de junho de 2009

“Quem sou eu?
De onde venho?
Sou Antonin Artaude basta que eu o diga
Como só eu o sei dizere imediatamente hão de ver meu corpo atual,voar em pedaço se se juntar sob dez mil aspectos diversos.Um novo corpo no qual nunca mais poderão esquecer.Eu, Antonin Artaud, sou meu filho,meu pai,minha mãe,e eu mesmo.Eu represento Antonin Artaud!Estou sempre morto.Mas um vivo morto,Um morto vivo.Sou um morto
Sempre vivo.A tragédia em cena já não me basta.Quero transportá-la para minha vida.
Eu represento totalmente a minha vida.
Onde as pessoas procuram criar obrasde arte, eu pretendo mostrar o meuespírito.Não concebo uma obra de artedissociada da vida.
Este Artaud, mas, por falta do que fazer…
Eu, o senhor Antonin Artaud,nascido em Marseilleno dia 4 de setembro de 1896,eu sou Satã e eu sou Deus,e pouco me importa a Virgem Maria.
Não seja o de hoje.
Não suspires por ontens...
.Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.Cecília Meirelles

"Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo."
?

"Há sempre algo de ausente que me atormenta..."
Camille Claudel


''A amizade é um amor que nunca morre. ''
Mario Quintana

"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar."
Machado de Assis

sábado, 20 de junho de 2009

Depois da sexta feira treze

Vem a sexta feira santa

Depois da sexta feira santa


Solta as bruxas

que lá vem

de trás das moitas

aqueles cheiros

aqueles cantos escusos

se escondendo atrás das primaveras

aquelas danças severas
aquelas pernas que entortam
e enroscam como cobras
deveras


Depois da sexta feira treze
sem superstição
que não tem mais fogueira
nenhum perigo é em vão


Sábado e depois é claro
O domingo
aquele dia tão esperado tão querido
Domingo
que não é de Páscoa
nem dia dos pais
só mesmo mais um
domingo ressacado de paz

depois da sexta feira...
Só mais um santo
Canção
O peso do mundo é o amor.
Sob o fardo da solidão,
sob o fardo da insatisfaçãoo peso o peso que carregamos é o amor
.Quem poderia negá-lo?Em sonhos nos toca o corpo,
em pensamentos constrói um milagre,
na imaginação aflige-se até tornar-se humano
- sai para fora do coração ardendo de pureza
- pois o fardo da vida é o amor,
mas nós carregamos o peso cansados e assim temos que descansar nos braços do amor finalmente temos que descansar nos braços do amor.
Nenhum descanso sem amor,nenhum sono sem sonhos de amor
-quer esteja eu louco ou frio,obcecado por anjos ou por máquinas,
o último desejo é o amor
- não pode ser amargo não pode ser negado
não pode ser contigo quando negado:o peso é demasiado
- deve dar-se sem nada de volta assim como o pensamento é da dona solidão
em toda a excelênciado seu excesso.
Os corpos quentes brilham escuridão, a
mão se move para o centro da carne,
a pele treme na felicidade e a alma sobe feliz até o olho
-sim, sim,é isso que eu queria,
eu sempre quis,
eu sempre quis voltar ao corpo em que nasci.
[ Allen Ginsberg ]
Idade da Inocência


Não posso mais comprometer meus sentimentosNão posso evitar pois a raiva preenche meu coraçãoNão posso compreender uma nova causa perdidaSinto que perdi minha paciência com o mundo e tudo maisE todos os políticos e suas promessas vaziasTodas as mentiras, falsidade e vergonha que vêm com elasO trabalhador paga pelos erros delesE também com a vida caso acontecer uma guerraEntão, só temos uma chance e temos que aproveitá-laE só temos uma vida e não podemos trocá-laPodemos nos agarrar ao que temos em substituiçõesA idade da inocência está desaparecendo... como um velho sonhoUma vida de crimes insignificantes é punida com um feriadoA mente da vítima fica traumatizada toda a vida por quase todos os diasAgressores sabem exatamente o quão mais longe isso pode irSabem que as leis frouxas e as chances de prisão são poucasVocês não podem se proteger nem mesmo em suas próprias casasPelo medo do grito de vigilantes as vítimas enxugam seus olhosEntão, os criminosos riem bem na nossa caraO sistema judicial permite uma desgraça como essaPreocupações públicas e desesperadas onde tudo terminaNão podemos proteger nossos filhos da sanha do crimeNão podemos nem prevenir uns aos outros do mal em nosso meioEles têm mais direitos que nós, não podemos dizer que isso é justoEntão, só temos uma chance e temos que aproveitá-laSomente temos uma vida não podemos trocá-laPodemos nos agarrar ao que temos sem substituiçõesA idade da inocência está desaparecendo... como um velho sonhoA idade da inocência está desaparecendo... como um velho sonho

The Smashing Pumpkins
"A arte é uma mentira que nos permite conhece a verdade "

(Picasso )
È a imagem do fantasma
que percorre os caminhos do vento
que invento
que desliza no final da tarde
atrávés do invisível
do cheiro acre de muitas flores
das muitas nuvens que vão desaparecendo
das pedras do seu quintal que desapareceram
naquela tempestade em que você dormia

Onde estão ?

O "culhão "de meus sentimentos
pesaram em meu coração

Ah, esse enfermo
Esse embriagado.

meu pobre coraçãozinho atordoado
meu pequeno vampiro

Meus pés estão fincados
no chão pastosos de tua alma
escorregadia cheia de
curvas suntuosas !

Carmim

Arruda

Avelã

Azaléia


Dilatadas
minhas pupilas

Papoulas que dão vida
Opio
Alma incandescente alma viva

No topo da piramide
o papiro
na escadaria
um lindo pássaro dourado abre suas asas

Diante da boca que se cala e dos olhos que se entregam
uma imensidão de possibilidades...
Ainda inexploradas

O fantasma que ronda minhas noites
assanha minha estrada
com sonhos invisíveis
a toada do descaminho...





Fabulosos contos
tudo como que num sonho
daqueles que se sonha
em sonhar
a qualquer instante
Bocas que que se encontram mas que preferem não estar
Fios de cabelo pescoço como um fetiche
Mergulho nos olhos mar intenso
Descoberto
Deste e daquele lado invadindo a cama alheia
Estufa de plantas sem telhas e sem muitas plantas
Azulejo no chão
Frio
Nus num colchão alheio
Eu olhando pra você
sem saber bem o por que do que
que eu não conseguia dizer
e pra que mesmo que ...
Luzes se acendem antes do final da tarde
que acabou mesmo bem cedo
coisas overão
Eu vejo as tábuas de outrora
Numa fogueira de muitas iguarias
Estranhas
entradas
Motivo
desmotivado
sem motivo
Implosivo
como sempre
Homem Bombástico !
Serão todos os elementos ao final
A doce
A fatal
Vida !
Vida de mil indas e vindas .
Estrada perdida
Encantada.

Provérbios do Inferno


O tolo não vê a mesma árvore que o sábio
A cisterna contém a fonte transborda
Vergonha,manto do orgulho
A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria
Quem deseja, mas não age, gera a pestilência
O excesso de tristeza ri; o excesso de alegria chora
Um só pensamento preenche a imensidão
.
A maldição aperta. A benção afrouxa.
É suficiente! ou Basta.