quarta-feira, 22 de abril de 2009

Na beira da estrada
as borboletas esperam
pelos carros que passam
tão velozes
Elas se arriscam em manobras
desafiam a máquina
em voos transversais
Pena
Nem sempre dão sorte

Hoje conversei com um cavalo
um cavalo branco e triste
O cavalo de Nietzsche
Ele estava preso por uma corda
Seus olhos eram serenos
pareciam conversar comigo
Nós sabíamos de nossa condição de cativos
Ele fiel ao Circo
e eu fiel a que mesmo ?...
Cada um a sua maneira
Estranha sabedoria
Próprias de cada espécie
derrama-se por cima daquela tarde sombria
cheia de pensamentos
Então como numa visão
O cavalo criou grandes asas
saltou pra fora de seu pasto
Cobriu os céus com seus relinchar e sumiu
bem diante de meus olhos
Cavalo louco esse que desapareceu sem nem dizer tchau
Obrigado pelo papo !

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