Há meninos vestidos de palhaços
Nos faróis da Vergueiro
Vendendo pirolitos
Com asas de sonhos que se viram ao avesso
mostrando nosso verdadeiro reflexo no espelho
sem maquiagem
sem maniqueísmo
demagogias
Ledos enganos
Há, meninos
Há muitos deles
Na garoa ácida e pestilenta
da São Paulo fria
Manhã..
quase sol
quase dia
Saltos quebrados para fora das calçadas
tetos sem telha
olhos sem pupilas
Sandálias pretas
Sandálias primas
Sandálias nas ruas
Mulheres meninas
O que há de mais comum
e que não há
Quantas são
Quantos mais
Quantos ais
Quantos números figuram no IBGE
e quantos não...
Quantos se comunicam e
quantos ficam na esperança
de um futuro
de um futuro melhor
e quantos nada
proclamando o fim de tudo
proclamando sem razão
o fim sem preocupação!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Por engano
me encontro perdida
entre luzes e correrias
subterfúgios desculpas
e corações compulsivos
( quem ao certo enganou-me
..eu não sei ao certo
..eu não sei dizer )
À beira de um desastre
terrestre
marinho
televisivo..
À beira de um enfarte
de um surto em controle
Rotas alteradas
por um navio fantasma
Pelos mais diversos vícios
insuportáveis justificativas
Tenho sentido pouco
tenho ouvido
e visto muita confusão
Tenho dito pouco
e ouvido muitas mentiras
muitos absurdos
muitas decisões repentinas
se tornarem decisões fundamentais
(fundamentadas na mentira no caos0
As coisas aparecem e vão se embora
com a mesma ineficiência de sempre
Nada é muito importante
ou levado ao cabo da reflexão
Nada demais na programação
Nada mais de indignação
O grande mal do século!
O grande mal de todos os tempos!
A dramaticidade
transformou-se
em um sarcasmo indiferente e medonho
Tenho certeza que já disse isso
Mas quem nunca se repete
Não se afirma
Nenhuma emoção é suficiente pra arrancar-nos
do torpor em que nos engalfiamos
Somos enganados o tempo todo por todos os lados
e gostamos disso
rimos as nossas custas
e pagamos mais que o devido
cúmplices de nossa própria desgraça
Que piada saborosa !
( A humanidade em desespero
com sua auto perversidade )
me encontro perdida
entre luzes e correrias
subterfúgios desculpas
e corações compulsivos
( quem ao certo enganou-me
..eu não sei ao certo
..eu não sei dizer )
À beira de um desastre
terrestre
marinho
televisivo..
À beira de um enfarte
de um surto em controle
Rotas alteradas
por um navio fantasma
Pelos mais diversos vícios
insuportáveis justificativas
Tenho sentido pouco
tenho ouvido
e visto muita confusão
Tenho dito pouco
e ouvido muitas mentiras
muitos absurdos
muitas decisões repentinas
se tornarem decisões fundamentais
(fundamentadas na mentira no caos0
As coisas aparecem e vão se embora
com a mesma ineficiência de sempre
Nada é muito importante
ou levado ao cabo da reflexão
Nada demais na programação
Nada mais de indignação
O grande mal do século!
O grande mal de todos os tempos!
A dramaticidade
transformou-se
em um sarcasmo indiferente e medonho
Tenho certeza que já disse isso
Mas quem nunca se repete
Não se afirma
Nenhuma emoção é suficiente pra arrancar-nos
do torpor em que nos engalfiamos
Somos enganados o tempo todo por todos os lados
e gostamos disso
rimos as nossas custas
e pagamos mais que o devido
cúmplices de nossa própria desgraça
Que piada saborosa !
( A humanidade em desespero
com sua auto perversidade )
Na beira da estrada
as borboletas esperam
pelos carros que passam
tão velozes
Elas se arriscam em manobras
desafiam a máquina
em voos transversais
Pena
Nem sempre dão sorte
Hoje conversei com um cavalo
um cavalo branco e triste
O cavalo de Nietzsche
Ele estava preso por uma corda
Seus olhos eram serenos
pareciam conversar comigo
Nós sabíamos de nossa condição de cativos
Ele fiel ao Circo
e eu fiel a que mesmo ?...
Cada um a sua maneira
Estranha sabedoria
Próprias de cada espécie
derrama-se por cima daquela tarde sombria
cheia de pensamentos
Então como numa visão
O cavalo criou grandes asas
saltou pra fora de seu pasto
Cobriu os céus com seus relinchar e sumiu
bem diante de meus olhos
Cavalo louco esse que desapareceu sem nem dizer tchau
Obrigado pelo papo !
as borboletas esperam
pelos carros que passam
tão velozes
Elas se arriscam em manobras
desafiam a máquina
em voos transversais
Pena
Nem sempre dão sorte
Hoje conversei com um cavalo
um cavalo branco e triste
O cavalo de Nietzsche
Ele estava preso por uma corda
Seus olhos eram serenos
pareciam conversar comigo
Nós sabíamos de nossa condição de cativos
Ele fiel ao Circo
e eu fiel a que mesmo ?...
Cada um a sua maneira
Estranha sabedoria
Próprias de cada espécie
derrama-se por cima daquela tarde sombria
cheia de pensamentos
Então como numa visão
O cavalo criou grandes asas
saltou pra fora de seu pasto
Cobriu os céus com seus relinchar e sumiu
bem diante de meus olhos
Cavalo louco esse que desapareceu sem nem dizer tchau
Obrigado pelo papo !
Hoje
um amanhã sem sol
Pouco resta
daquilo que pensamos
Já não pensamos nada
não nos ensinam mais isso
nem aquilo
nem o que quer que seja parecido
Sobre nada mesmo
e se pensamos fica por isso mesmo
não sai disso mesmo
Coma ou tanto faz
Pouco importa
se sabemos ou não
Por que nada fazemos
e fica o dito pelo não dito
e todo esforço
se torna nulo
Todo amor parece ter sido corrompido
por uma traça gigante e faminta
Todo sentimento verdadeiro
invertido em efemeridades
marketings,superproduções
A maré não tá pra peixe
Ilusões tardias
cinismos e fantasias
alimentam o rebanho
ávido e mesquinho..
Hoje
saudosista
com aquela
agonia de leve na garganta
com muitas panelas na pia
com muitas lembranças
Hoje
nada mais me resta do mais
além dessa meia dúzia de ais
Sem Meu Deus
Sem nada de mais.
um amanhã sem sol
Pouco resta
daquilo que pensamos
Já não pensamos nada
não nos ensinam mais isso
nem aquilo
nem o que quer que seja parecido
Sobre nada mesmo
e se pensamos fica por isso mesmo
não sai disso mesmo
Coma ou tanto faz
Pouco importa
se sabemos ou não
Por que nada fazemos
e fica o dito pelo não dito
e todo esforço
se torna nulo
Todo amor parece ter sido corrompido
por uma traça gigante e faminta
Todo sentimento verdadeiro
invertido em efemeridades
marketings,superproduções
A maré não tá pra peixe
Ilusões tardias
cinismos e fantasias
alimentam o rebanho
ávido e mesquinho..
Hoje
saudosista
com aquela
agonia de leve na garganta
com muitas panelas na pia
com muitas lembranças
Hoje
nada mais me resta do mais
além dessa meia dúzia de ais
Sem Meu Deus
Sem nada de mais.
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