quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um leve sabor do veneno
perdura ainda em minha garganta
Mas renasce o dia
Esquece eu me ouço dizer a mim mesma...
Meu desejo é ir além
e dizer amém ao Apocalipse
Indo de encontro brusco as ciências ocultas
sob a cruz ortodoxa
dos castelos cristão sanguinários
Os torturadores da fé alheia
Refluxo da Sociedade Secreta do Saber
abafada sob as vestes do Papa

A Verdade é solitária
As palavras degenerativas
O sentimento é incomensurável

O ópio
O ópio
O ópio


As cordas desafinadas
de seu instrumento de tortura
que não pára de gritar

A insegurança é um trovejar medonho
na passagem tremula na ponte dos desejos
A multidão
A multidão sem ninguém
sempre esperando pela queda
pelo vão que se aproxima
por alguma diversão
qualquer coisa serve

Um gosto forte do veneno
uma toxidade medonha

Agora preciso descansar!

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