quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nova versão

Olhos como cabeça de dinossauro
voz como o ronco de trovão que prenuncia a tempestade
Torrente do fel mais encarniçado
do amargo que corre pela língua percorrendo sem pressa
denso meus céus
descendo pelos doutos de contenção emocional
Trágico
Bebes me olham como se entendessem tudo,
(Apavorados querendo voltar ao útero )
mas não pudessem dizer nada
O coração que com rubras asas
se transforma em um pássaro
que salta do peito explodindo pela boca
ferindo assim, toda a garganta
ferindo dentes e gengivas
fazendo submergir sangue
vazando de sua boca como uma queda de feroz cachoeira

A memória esta renovada
a pulso funciona fraco...
Medonho

Nada mais genial que o golpe fosse dado na cabeça
(o que aconteceu á força usada na execução do ato covarde
readquiriu o estado inicial de quietude e paciência )

Indubitavelmente eu
hei de nutrir do caldo grosso de tua poesia
pobrezinha ainda guardada na estante
da saliva de seus tédios de fim de noite
do suor de seus atropelos..
Sem jeito meu eu e meus não-eus
sabem bem quem é você

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