quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Não sei se enquanto escrevo
pra você
Te amo
Não sei se ainda te espero ou
Pra onde quer que eu vá
Te quero
Me espiando
Esperando
que eu te encontre
com algum gesto distraído

Te confesso que
ando esquecendo de você
na mesma medida
em que esqueço de mim
em garrafas de vodka
Boates escuras,
luzes,
bares,bocas
e "Autdoores"
e drogas em comprimidos
Me esqueço de nossa promessa oculta
esqueço de mim
em lugares que não mais voltarei
e quando procuro
acho que você anda brincando
de esconde-esconde
de nunca mais
sei lá...

Vivo voando por aí
E às vezes me esqueço de voltar
Mas... voltar pra onde
se minhas asas de brinquedo
não funcionam mais
Se já não tenho lugar algum
Se já não tenho por que voltar
Pra onde quer que seja
Pra onde quer que eu vá
Qualquer lugar é meu
Em qualquer lugar vou te encontrar

Um comentário:

  1. a manhã toda latindo ao telefone, procurando o veu da voz; da fumaça...
    fumei todos os cigarros do mundo.
    voce tem um ?
    Fumei todos os fantasmas, todos os espiritos, todos os assombros, todos os sonho...
    bebi toda a pingaiada. Fiquei doidão, cirrozei-me.
    Fumei a cirroze, a tuberculose, o kanzer.
    Há há, foda-se, fumo mesmo !
    Acabei de fumar sua poesia: que alivio !

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