quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Meu coração

Meu coração é um mar morto
Onde navegam amores vãos
Com mil olhos de ciganas
Com influência de mil feiticeiras
Fadado á ser sem destino
E ter mil estradas
estranhas emboladas nordestinas

Meu coração é uma Cármen de Bizet
de pés descalços

de riso largo
Num bailar de borboletas

multicoloridas
com flores aos avessos
arrancadas de um jardim público

Meu coração é um navio fantasma
Um lago assombrado
Mágico e dilacerado
Uma canção antiga
Um espectáculo á parte de qualquer espectáculo
Uma demonstração experimental
entre o concreto abstracto
Uma flor do mato
de florescer sangrento

Meu coração é um berro
um silêncio
Um trovejar tempestuoso

Meu coração é um pássaro
de asas quebradas
em pleno voo
de volta ao ninho
sem destino

mas encontrado
em seu caminho

Um comentário:

  1. é triste é lindo, concomitantemente, rosas explodindo no campo de concentração dos sonhos,arrepiando os cabelos dos pesadelos morbidos.Um encanto de flores, caminhos e oceanos. planos sem direção, ja tudo pronto, arrumando a casa para o jantar dos engasgos.
    No mais, sempre a anjos tentando se aprumar mas nunca mais havera prumos.

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