quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Me sobe uma Ânsia incontrolável
Impossível não se intoxicar
E me vem
Sei lá o que de uma vertigem
que,quase quase me faz pender do fio da vida
que se retorce em sobressaltos incríveis

A vaidade me aborrece
mas também me sacia
desta necessidade com o tempo
consigo própria
e com os outros
estes monstros de mil olhos vazados

MAs parece que a vida entupiu como a pia da cozinha
e as baratas já dividem comigo meu almoço
sem muita cerimonia
Tudo me é estranho impostor
forçosamente simpatico
Incomunicável

Vivo a cair
Nada me sustenta
São tantos os sentidos
As miragens
As verdades
As mentiras
Que nunca aparecem sozinhas
A dialéctica inseparável da vida
ânsia que não para de crescer

Um comentário:

  1. E o mundo continua abrindo as comportas e janelas existentes nas telas empapadas de grossas tintas: grossas, belas, sentinelas de nossos anseios. Um passeio nos ermos dos buracos negros, brancos, vermelhos, amarelos...
    Não tenho que ficar dizendo essas coisas, mas não resisti! vou sempre dizer, sempre dizendo.

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