segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Tudo passa com muita força
Avalanche
Tudo passa com muita pressa
Terremoto
Muitas gotas de seu suor espesso
caem no chão de tantos passos

Tudo se agita
Gigantescamente
ás portas de dias que virão,
Sinistros
sobre a Solidão
que se despedaça
em um grande abismo sem eco,
Seu coração!

Òh! Raça Humana
Quanta prepotencia!
Tamanha Tecnologia !
Quantas mortes foram necessárias
e ainda são necessárias
Quantas guerras!
Tamanho desenvolvimento!
Quantas injustiças trapaças misérias ...

Um grande vão no meio de uma noite
de uivos e ventanias
uma grande tensão sob os ombros
Um espinho fincado nos pés
Sob os olhos uma venda colorida
Um estranho gosto nas nossas bocas
predomina
emaranhado todos os sabores

Rotos,
Àcidos,
Fálicos,
Sádicos
Estáticos

Todos os olhares se anulam
todas as vozes se misturam
Sem dizer nada
os desejos se afogam
no mar das certezas!

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