quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A violeta de seus lábios
enfim desabrochou,

coração de borboleta !
Queres voar a quantos pés do chão

cauda de pavão?

Seus braços
fazem um arco colorido

em volta da flora macia

de meu ventre vazio
Da relva que se anuncia

se esconde um assobio

que não se faz
escutar propositalmente

O amanhecer é frio,

mas vai esquentando
aos pouquinhos
raio por raio

que vai tocando em todos os espaços

coisas e objetos
Até que todo o dia penetre em todas as coisas



A margarida de seus olhos

tá brilhando diferente
e aí eu me sinto

bem maior de tamanho

Espécie diferente de algodão
roça em minha pele
Ouça!'

è a música dos polinizadores do deserto

Acordei no país dos sonhos

era bem de manhãzinha

minha casa não era minha

não eram conhecidas aquelas mãos que
me conduziam

Vou dormir agora dentro do meu sonho

pra sonhar os sonhos dele

e me deparar com o absurdo

e dependurada no fio das horas
como uma poeira cósmica

atravessarei o limo do navio fantasma
da nave desgovernada
ao foguete em colisão !






























































do foguete ao canhão do canhão a morte da morte
ao hospício do hospício a revoada



Nenhum comentário:

Postar um comentário